fev 1, 2012
Editora Contexto

Livros premiados da Editora Contexto – “História das crianças no Brasil”

A Editora Contexto completa seus 25 anos em 2012. Em sua trajetória, a editora já foi agraciada com alguns dos mais importantes prêmios literários do país, como Jabuti, Casa-Grande & Senzala, Sérgio Buarque de Holanda (Fundação Biblioteca Nacional) e Clio.

Dentre os livros premiados da editora está História das crianças no Brasil. Organizado pela historiadora Mary Del Priore, o livro recebeu o prêmio Casa-Grande & Senzala, da Fundação Joaquim Nabuco, em 2000.

História das crianças no Brasil reúne ensaios de historiadores, sociólogos e educadores, em um cruzamento de olhares sobre o tema abrangente da infância na história brasileira. Em seus textos, os pesquisadores empenham-se em transformar as crianças em sujeitos históricos, abordando desde os pequenos viajantes que chegaram ao Brasil no século XVI até a exploração de jovens nos canaviais no século XX. Os curumins catequizados pelos jesuítas, as crianças escravas, os garotos convocados para a Guerra do Paraguai, os pequenos operários, os menores criminosos do início da industrialização, cada um desses personagens é enfocado em um dos 15 capítulos que compõem a obra.

 

A história sobre a criança feita no Brasil, assim como no resto do mundo, vem mostrando que existe uma enorme distância entre o mundo infantil descrito pelas organizações internacionais, pelas não governamentais e pelas autoridades , daquele no qual a criança encontra-se quotidianamente imersa”, explica a organizadora da obra.

Parece-nos evidente que querer conhecer mais sobre a trajetória histórica dos comportamentos, das formas de ser e de pensar das nossas crianças, é também uma forma de amá-las todas, indistintamente melhor.

jan 27, 2012
Editora Contexto

Yoani Sánchez espera autorização para visitar o Brasil

A jornalista e blogueira cubana Yoani Sánchez, autora do livro “De Cuba, com carinho” (Contexto, 2009), voltou a ser destaque no noticiário dos últimos dias. Um convite feito a Yoani pelo cineasta brasileiro Dado Galvão, autor do documentário “Conexão Cuba-Honduras”, reacendeu o tema das dificuldades enfrentadas pela blogueira para conseguir permissão para deixar seu país.

O filme “Conexão Cuba-Honduras” aborda a liberdade de expressão e tem em Yoani um de seus protagonistas. O cineasta desejava contar com a presença da autora cubana na estréia do filme, programada para 10 de fevereiro na cidade de Jequié (Bahia). Sem permissão para sair de Cuba até o momento, Yoani enviou um requerimento à embaixada do Brasil em Havana, solicitando que a presidenta Dilma Rousseff interceda para que ela seja liberada para visitar o país.

Autora do famoso blog Generación Y, a autora foi eleita em 2007 pela revista Times como uma das 100 personalidades mais influentes do planeta. O livro “De Cuba, com carinho” reúne alguns dos mais representativos posts de seu blog, que apresenta uma visão desencantada e crítica do cotidiano da população cubana.

Veja mais:
Yoani espera que Dilma mostre preocupação com direitos humanos
Governo concede visto para blogueira cubana visitar o Brasil
Generación Y

jan 2, 2012
Editora Contexto

Daniel Piza (1970-2011)

Recebemos com pesar a notícia do falecimento do jornalista e escritor Daniel Piza.  Aos 41 anos, Piza sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), na noite do último dia 30. O jornalista estava na cidade de Gonçalves (Minas Gerais), onde passava as festas de fim de ano com seus familiares.

Autor de diversas obras, Piza publicou pela Editora Contexto os livros “Jornalismo Cultural” e “Perfis & Entrevistas”.

Piza era editor-executivo e colunista de O Estado de S.Paulo. Estudou Direito no Largo de São Francisco (USP). Começou sua carreira de jornalista em O Estado de S. Paulo (1991-92), onde foi repórter do Caderno2. Trabalhou em seguida na Folha de S. Paulo (1992-95), como redator, repórter e editor-assistente da Ilustrada, cobrindo especialmente as áreas de livros e artes plásticas. Foi editor e colunista do caderno Fim de Semana da Gazeta Mercantil (1995-2000). Em maio de 2000, retornou ao O Estado de S. Paulo como editor-executivo e colunista. Colaborou também com as revistas Bravo!, Entrelivros e Continente Multicultural, entre outras. Traduziu oito livros, de autores como Herman Melville e Henry James. Em sua obra, destaca-se ainda uma biografia de Machado de Assis.

nov 9, 2011
Editora Contexto

Para entender o presente e o futuro da Itália

CAPA ITALIA_WEB A Itália, que atravessa grave crise econômica, retornou às manchetes dos jornais. Em meio à difícil negociação de um plano de austeridade, que permita dar algum fôlego novo ao país, o poderoso e polêmico primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, anunciou que se afastará do cargo. A notícia reascendeu algumas questões: o que levou a oitava maior economia do mundo à sua atual preocupante situação? A saída de Berlusconi abre novos horizontes para o país? O que o futuro reserva à Itália?

 

“Com efeito, os italianos observam seu nível de vida e sua participação na economia mundial estagnarem ou mesmo decaírem, enquanto o desemprego aumenta no país. Suas empresas já não conseguem competir, salvo exceções, no mercado mundial. O povo envelhece, os jovens continuam sem futuro, e muitos italianos voltaram a emigrar como faziam seus avós”

– João Fábio Bertonha*, autor de Itália: presente e futuro, lançamento da Editora Contexto.

 

Concentrado na última década do século XX e na primeira do XXI, o livro Itália: presente e futuro, entre passagens de pessimismo e otimismo, apresenta a perda de prestígio e influência internacional do país, em muito pela condução nem sempre hábil do polêmico Berlusconi, destacando os desafios que esperam seus cidadãos nos próximos anos. “Na Itália, o sistema político parece imutável, e o Estado conta politicamente cada vez menos na Europa e no mundo. Enfim, o país não está num bom momento e isso realmente deixa os italianos desanimados”, diz o autor.

Bertonha viveu algumas temporadas na Itália, onde fez pós-doutorado, acompanhando o dia a dia do país e seus cidadãos. Neto de italianos, o autor desvela em seu livro os tópicos cruciais que mostram as dificuldades que o país enfrenta atualmente. Em capítulos como “Uma economia estagnada”, “Um sistema político que não se transforma” e “Um povo em crise”, Bertonha analisa o que levou o país à sua atual situação e indica rumos futuros menos pessimistas. “Qual será a Itália pós-Berlusconi?”, questiona o autor, lembrando que “a cultura e o sistema que o criou estão, em essência, intactos” e é possível que não se alterem substancialmente. “Para os apaixonados e herdeiros da Itália, só podemos desejar ao país o melhor cenário. Utopia? Mesmo que seja, é só a partir da utopia que se pode pensar em alternativas e exercitar o otimismo.”

 

[Leia a Introdução e a Apresentação do livro Itália: presente e futuro]

 

* João Fábio Bertonha é doutor em História pela Unicamp e professor da Universidade Estadual de Maringá, tendo recentemente concluído um pós-doutorado na Itália. É autor de mais de uma dezena de livros, entre eles Os italianos e Itália: presente e futuro, publicados pela Editora Contexto.

out 27, 2011
Editora Contexto

Livraria da Folha: “Sem Di Caprio, ‘Titanic’ é uma tremenda história de terror”

CAPA TITANIC_WEB A tragédia do Titanic é uma das grandes obsessões do povo norte-americano. De tempos em tempos, sempre se volta a falar algo sobre o acontecimento ocorrido em 15 de abril de 1912, de novas teorias do que causou o caos ou efemérides de partida e suposta chegada.

Inegável dizer também que o filme estrelado por Leonardo di Caprio e Kate Winslet em 1997, mitificou ainda mais o acidente, e deu ares românticos para a cara da morte. Provavelmente, uma e outro tripulante se enroscaram de paixão, mas…

Titanic é uma tremenda história de terror. Impressionantemente real, poderia ter sido apenas um filme surgido da cabeça de algum roteirista depressivo, no entanto, o grande historiador em acidentes marítimos, Phillippe Masson, resgata os detalhes desse assombroso evento e mostra o porquê dele ainda mexer e emocionar tantas pessoas.

A história completa traça uma panorâmica do momento em que o navio zarpa até o que se sabe, de fato, sobre seu destino no fundo do mar. Informações completas sobre comprimento, funcionamento e carga conseguem ainda deixar boquiaberto o leitor atual. O ‘Titanic’ foi uma construção frente à seu tempo e mesmo hoje faria bonito nos mares.

Centenas de personagens amarram diálogos, fatos e curiosidades violentas sobre o exato momento da batida no iceberg, de toda a angústia enquanto o navio afundava, o atropelamento e precauções na entrada nos botes e a lenda da orquestra tocando o cântico ‘Mais perto de Ti, meu Deus’ no naufrágio.

Uma série de fotos e rascunhos revelam o interior dos cômodos e instalações, como o convés, a piscina, a primária ‘sala fitness’ e o luxuoso salão e escadaria da primeira classe (retratada com fidelidade no filme, e onde rola o clima do casal principal).

Titanic poderia surgir como uma obra ultrapassada, algo mais do mesmo. No entanto, as primeiras linhas do livro realmente mostram para o que vieram, sem água com açúcar, no objetivo de contar uma história que chocou o mundo, de analisar de quem foi o erro no acidente, de como o povo e as famílias reagiram e do que ficou no fundo do mar.

(Livraria da Folha, 25/10/2011)

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