Indicação da semana: HISTÓRIA DA IMPRENSA NO BRASIL
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Archive for the ‘biblioteca’ Category

Biblioteca pública pode ser obrigatória em cidade pequena

Tuesday, February 12th, 2008

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2033/07, do deputado Clóvis Fecury (DEM-MA), que torna obrigatória a instalação de bibliotecas, com acervo mínimo de 2 mil exemplares, em todos os municípios com população igual ou superior a 100 mil habitantes. O objetivo é ampliar o acesso da população das cidades pequenas a acervo bibliográfico variado.

Para o deputado, a universalização do acesso ao livro e à leitura “é componente essencial para a construção de uma sociedade mais justa e democrática”. Em sua avaliação, o acesso ao livro deve ser prioridade no âmbito das políticas educacionais: “Atualmente, esse acesso é quase impossível diante dos altos preços das publicações e da falta de bibliotecas públicas bem equipadas e com acervo suficiente”.

Política Nacional do Livro

O texto altera a Lei 10.753/03, que institui a Política Nacional do Livro. Segundo o deputado, essa lei é um importante instrumento de incentivo à leitura, mas precisa ser modificada para atender as demandas das cidades menores. Uma das diretrizes da política é ampliar os pontos de leitura no País. A lei define como responsabilidade do Poder Executivo criar e executar projetos de acesso ao livro e de incentivo à leitura, além de ampliar os já existentes.

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Web não diminui leitura de livros, diz estudo

Monday, January 7th, 2008

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Torre de Babel - Pieter Brueghel  - 1563

 

WASHINGTON - Mais de metade dos americanos visitaram uma biblioteca no ano passado. E muitos deles foram atraídos pelos computadores mais do que pelos livros, de acordo com pesquisa divulgada esta semana.

Dos 53 por cento dos adultos americanos que dizem ter visitado uma biblioteca em 2007, a maior concentração de usuários estava na faixa etária dos jovens de 18 a 30 anos, composta por entusiastas da tecnologia e conhecida como "Geração Y", afirmou a pesquisa do Pew Internet & American Life Project.

"Essas constatações viram de cabeça para baixo nossas idéias sobre bibliotecas", disse Leigh Estabrook, professora emérita na Universidade de Illinois e co-autora de um relatório sobre os resultados da pesquisa.

"O uso da Internet parece criar uma fome de informações, e são os jovens adeptos da informação que têm maior probabilidade de visitar uma biblioteca", afirmou ela.

Os usuários de Internet tinham probabilidade duas vezes maior de utilizar uma biblioteca do que os não-usuários, de acordo com a pesquisa. Mais de dois terços dos visitantes das bibliotecas, em qualquer que seja sua faixa etária, disseram usar computadores durante suas visitas.

Sessenta e cinco por cento deles consultaram informações na Internet e 62 por cento usaram computadores para verificar recursos disponíveis nas bibliotecas.

As bibliotecas públicas agora oferecem assistência virtual às tarefas escolares, programas especiais de jogos, e alguns bibliotecários chegaram a criar personagens no mundo virtual Second Life, disse Estabrook.

A pesquisa demonstrou que 62 por cento dos respondentes da geração Y afirmaram ter ido a uma biblioteca nos últimos 12 meses, e que a proporção de usuários cai firmemente de faixa etária a faixa etária. Cerca de 57 por cento dos adultos de 43 a 52 anos dizem ter ido a uma biblioteca em 2007; essa proporção cai a 46 por cento para a faixa dos 53 a 61 anos; a 42 por cento para a dos 62 a 71; e a apenas 32 por cento para as pessoas com idade superior a 72 anos.

"As descobertas nos surpreenderam, em especial com relação à Geração Y", disse Lee Rainie, co-autora do estudo e diretora do projeto Pew. Em 1996, uma pesquisa da Benton Foundation detectou que os jovens adultos consideravam que as bibliotecas se tornariam menos relevantes no futuro.

Fonte: Info Online

As sábias palavras de José Mindlin – o maior bibliófilo brasileiro

Saturday, December 15th, 2007

jose_mindlin José Mindlin é o maior bibliófilo brasileiro e – talvez – o maior do mundo. Filho de pais russos, imigrados para o Brasil no começo do século passado, advogado, fundador da Metal Leve (fabricante de autopeças), repórter de “O Estado de S.Paulo” e ex-secretário de Cultura do governo Paulo Egydio Martins, Mindlin define as etapas do processo em que se estabelece a compulsão patológica, o “verdadeiro vício”, pelos livros.

Primeiro se começa com as edições comuns. Depois vem o interesse pelo livro bonito, com ilustrações e bem diagramados. A próxima é a busca das primeiras edições de um determinado título. Passa-se, então, a procurar exemplares autografados. A última etapa é a consciência da raridade. E aí você está definitivamente perdido.

O intelectual admite que manter uma biblioteca em casa é algo que dá prazer, mas argumenta que “ter o livro não deveria ser a condição para se ler”. Para ele, é obrigação do governo — com a colaboração dos empresários — a formação de bibliotecas, principalmente em escolas públicas de ensino fundamental e médio. Com isso, estaria-se estimulando o hábito principalmente entre as crianças. “O interesse cada vez maior pela leitura também formará um grupo maior de patrocinadores. Quem gosta de ler tem o prazer de que isso seja transmitido”, ensina ele, que é considerado um dos mais importantes mecenas brasileiro do livro. “Eu tenho procurado sempre inocular o vírus da leitura e do gosto pelos livros para um maior número de pessoas.”

E falando nisso, ele comentou a afirmação de Rubem Alves de que a leitura não deve ser mero hábito, mas prazer:

Hábito ou gosto, o fato é que a leitura deve entrar na nossa vida. Quando eu ia levar as crianças para a escola, tinha que chegar às 7h10. Encostava o carro debaixo de uma árvore e lia até 8h45. Uma hora e meia de leitura diária. Naquele tempo não havia assaltos, ou telefone celular - que até hoje não uso. Em geral, gosto de ler um livro até o fim. Mas, se não me dá prazer, eu deixo. O livro não é só uma fonte de conhecimento. Você tem que gostar do que está lendo. O livro é, principalmente, uma fonte de prazer. E nisso Rubem Alves está certo.

Leia a entrevista completa no Almanaque Brasil.

Recentemente ele doou a parte mais importante de sua coleção inestimável para a USP, a Brasiliana, que contém os livros com assuntos relativos ao Brasil, de autores brasileiros ou estrangeiros, com algo entre 25 e 30 mil exemplares. Com isso, se assegura a continuidade da biblioteca, uma fonte de pesquisa e de estudo respeitável.

Fontes: Alessandro Martins e Escritório do livro