Indicação da semana: HISTÓRIA DA IMPRENSA NO BRASIL
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Archive for the ‘cultura’ Category

Aluno lê 1,7 livro ao ano por vontade própria

Wednesday, May 28th, 2008

Os estudantes brasileiros lêem 7,2 livros por ano, mas 5,5 deles são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 livro é lido por vontade e escolha própria. Esses são alguns dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura que o Instituto Pró-Livro divulga nesta quarta em Brasília.

A quantidade de livros aumenta conforme a classe social, a escolaridade e a região onde vivem. Entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, por exemplo, são 5,3 livros por ano, sem contar os didáticos. O índice é próximo dos registrados em outros países, como Espanha (5 livros por ano) ou Argentina (5,8). Na França, são mais de 7. Já na Região Norte do Brasil, praticamente só se lê o que a escola pede.

Mesmo com essa média baixa, os estudantes ainda lêem mais do que a população em geral, cujos dados serão divulgados nesta quarta-feira.

Apesar disso, 46% dos estudantes do País dizem não freqüentar bibliotecas. “Muitas vezes as escolas têm os acervos enviados pelo governo, mas não montam a biblioteca por falta de funcionário, de espaço. Existe também essa dificuldade de acesso físico ao livro”, completa a pesquisadora do Instituto Fernand Braudel, Patrícia Guedes, que coordena um programa que estimula a leitura nas escolas públicas.

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Mulher lê mais que homem, aponta pesquisa nacional

Wednesday, May 28th, 2008

As mulheres lêem mais que os homens, diz a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que será divulgada nesta quarta, em Brasília.

O estudo, elaborado pelo Instituto Pró-Livro, mostra que a população está acostumada a dedicar muito pouco - ou quase nenhum - tempo aos livros. Do total dos leitores, 55% são do sexo feminino, público maior em quase todos os gêneros da literatura - os homens lêem mais apenas sobre história, política e ciências sociais.

Segundo a pesquisa, a Bíblia é o livro mais lido pela população brasileira - 43 milhões de pessoas já a leram, dos quais 45% afirmaram fazê-lo com freqüência. O segundo colocado é o livro O Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, apontado como o escritor mais lido no Brasil.

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Bolsas Avina de Pesquisa Jornalística para o Desenvolvimento Sustentável

Thursday, May 15th, 2008

Estão abertas até 1º de julho próximo as inscrições para a segunda edição das Bolsas Avina de Pesquisa Jornalística para o Desenvolvimento Sustentável, projeto que tem como objetivo cooperar com os meios de comunicação e os profissionais da imprensa para a produção de pesquisa sobre temas relevantes na busca de modelos sustentáveis de desenvolvimento na América Latina. 

Este ano foi acrescentada mais uma categoria às cinco já existentes: Arte e Sociedade, com o tema educação.  Esta nova categoria é fruto de uma parceria da Fundação Avina com a Casa Daros, no Rio de Janeiro, braço na América Latina da importante coleção sediada em Zurique, Suíça, a Daros-Latinamerica. O objetivo é estimular a publicação de reportagens que incentivem a produção artística contemporânea na América Latina.

As Bolsas Avina de Pesquisa Jornalística para o Desenvolvimento Sustentável somam um total de 250 mil dólares, divididos em seis categorias temáticas.  Além de “Arte e sociedade”, os outros temas são: “Mudança Climática”, “Transparência”, “Negócios inclusivos”, “Inclusão Social”, e “Integração da América Latina”. Os tetos para cada bolsa são de 6 mil dólares para TV, e 4 mil dólares para jornalistas ligados a jornais, revistas, internet, rádio e agências de notícias.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas pelo site da Avina, www.Avina.net (ou diretamente no link http://www.avina.net/web/siteavina.nsf/page?open), até as 22h (10 p.m.), hora de Brasília (Brasil), da terça-feira 1º de julho de 2008. Um júri composto por pessoas reconhecidas na área de arte e educação escolherá as melhores propostas de trabalho, de acordo com as normas do regulamento no site da Avina.  Os demais temas terão cada um, também dois jurados de comprovada excelência nas áreas específicas.

Os resultados serão divulgados durante o mês de setembro de 2008, na página web da Avina.   Em novembro, será realizado o II Encontro Latino-americano de Bolsas Avina, em local a ser definido, que reunirá todos os contemplados com o objetivo de um intercâmbio de informação e experiências.

Poderão se inscrever repórteres, repórteres fotográficos, jornalistas “freelance”, editores, chefes de redação ou editores executivos. Em todos os casos, a proposta deve ter como foco geográfico a chamada América Latina.

O regulamento e demais informações importantes estão disponíveis no site da Avina (www.Avina.net).

Mais informações:

CW&A Comunicação  
Claudia Noronha / Beatriz Caillaux / Marcos Noronha
21 2286.7926 e 21 3285.8687
claudia@cwea.com.br / beatriz@cwea.com.br / lido@cwea.com.br

Casa Daros
Célia Abend – Gerente de Comunicação
21 2275.0246
celia.abend@casadaros.net

Fundação Ford - Bolsas de mestrado e doutorado

Monday, March 17th, 2008

historia_cidadania Estão abertas as inscrições para a Seleção Brasil 2008 do Programa de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford. A iniciativa oferece 40 bolsas de mestrado e doutorado para o aperfeiçoamento acadêmico de líderes em questões relacionadas à justiça e igualdade social.

A iniciativa é destinada a profissionais com potenciais de liderança em seus campos de atuação que pretendam prosseguir seus estudos superiores para promover o desenvolvimento de seus países. Para participar, é preciso ter o diploma da graduação com comprovado desempenho acadêmico, experiência em trabalhos comunitários ou voluntários e, ainda, ter residência permanente no Brasil.

O Programa é implementado em diversos países da África, América Latina, Ásia, Oriente Médio e na Rússia - locais onde a Fundação Ford atua. No Brasil, a iniciativa, além de estar atenta à igualdade de gênero, destina-se prioritariamente a pessoas negras ou indígenas, originárias das regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste do Brasil ou provenientes de famílias de baixa renda e pouca escolaridade.

Os interessados podem se inscrever para cursos no Brasil e no exterior. O prazo de inscrição segue até o próximo dia 26 de maio de 2008. Para auxiliar no processo de inscrições, o Universia Brasil produziu um especial contando todos os detalhes sobre como proceder para fazer sua inscrição.

Para saber mais sobre o Programa e fazer a inscrição, clique aqui

Escolas passarão a ter aulas de história e cultura afro-brasileira e indígena

Friday, March 14th, 2008

Os alunos do ensino fundamental e médio das escolas públicas e particulares do país passarão a ter aulas de história e cultura afro-brasileira e indígena.

A lei, que oficializa a nova disciplina, foi sancionada nesta terça-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a vigorar a partir de hoje, com a publicação no Diário Oficial da União. Mas, segundo o MEC (Ministério da Educação ), a implementação nas instituições de ensino depende do desenvolvimento do material didático e da formação de professores para ministrar a nova matéria.

A legislação anterior previa a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira. De acordo com o MEC, a proposta sancionada é também destacar a contribuição dos índios na formação social, econômica e política brasileira.

História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas - Lei completa cinco anos

Monday, March 3rd, 2008

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Fragmento da capa do livro “História e Cultura Afro-Brasileira“, publicado pela Editora Contexto

 

A Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de História da Cultura Africana nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio fez cinco anos em janeiro de 2008. A coordenadora-geral de Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Leonor de Araújo, afirma, entretanto, que muitos professores, diretores de escolas, pedagogos e a população, de maneira geral, não conhecem a lei.

“Não podemos continuar com uma escola que tem como referência teórica apenas uma cultura de formação do povo brasileiro, que é a cultura branca européia. Precisamos referendar também os alunos que têm outras matrizes étnico-raciais na sua formação”, disse a professora.

Na semana passada, o grupo de trabalho da Secad que trata do assunto reuniu-se para definir as ações que serão implementadas a partir do próximo ano até 2010. Segundo a professora, haverá seminários regionais e um encontro nacional, e será elaborado um documento que deve servir de referencial para o programa de ampliação e de implementação da lei. Também deverá sair um decreto para dizer qual é a obrigação do governo federal com a institucionalização da Lei 10.639, acrescentou Leonor.

Na opinião da professora, a lei vem sendo implementada no país de maneira bem eventual. “Chegamos à conclusão de que, para que a implementação da lei seja realmente efetiva na rede básica, precisamos de uma orquestração nacional.”

Ela informou que, atualmente, existem apenas ações do MEC, como programas de formação de professores, já com 15 mil formados, e produção de material didático em pequena escala sobre o tema. “Nossa meta é formar pelo menos 150 mil professores por ano para chegar a 2010 com a média de 400 mil professores formados. Assim pretendemos que toda rede básica de educação de ensino fundamental e médio esteja implementando a lei.”

A Lei 10.639, de 2003, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1966. “Se a lei não for cumprida, é como se você não estivesse cumprindo a LDB. Por isso, a escola pode ser notificada e até fechada”, disse a coordenadora.

“O que nós queremos é combater o racismo e fazer com que haja mais respeito à diversidade, aos que são considerados diferentes, que sejam apenas diferentes, que eles não sejam desiguais. Então, precisamos trabalhar essa perspectiva nas três ações principais: formação dos professores, produção do material didático e sensibilização dos gestores da educação.”

[via Agência Brasil]

Livro - História e Cultura Afro-Brasileira

Monday, March 3rd, 2008

historia_cultura_afro_brasileiraEm janeiro de 2003 entrou em vigor a Lei nº 10.639, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.

Com apenas três artigos, a Lei determina que as escolas de ensino fundamental e médio, das redes pública e particular de todo o país, incluam no currículo a temática da cultura e história afro-brasileiras; indica as principais disciplinas que sofrerão modificações (História, Língua Portuguesa e Educação Artística) e institui no calendário oficial das escolas como Dia Nacional da Consciência Negra, o dia 20 de novembro.

Buscando resgatar essa importante história de nosso país, recentemente a Editora Contexto lançou o livro História e Cultura Afro-Brasileira, escrito pela autora Regiane Augusto de Mattos.

Para obter mais informações sobre o livro, ler a apresentação e o sumário da obra, basta clicar na capa do livro acima.

Por que o brasileiro não lê?

Wednesday, February 27th, 2008

O excelente blog do Alessandro Martins traz a indicação de um artigo muito interessante do Lucas Murtinho, publicado no Le Monde Diplomatique. Entitulado “Um país de não leitores”, o artigo faz um paralelo entre a educação e o hábito da leitura.

Trecho abaixo:

E o Brasil é um país de não-leitores. Claro: somos um país de não-estudantes. Em 2002, um quarto da população brasileira com mais de 10 anos de idade tinha menos de quatro anos de estudos completos: 32 milhões de analfabetos funcionais. No mesmo ano, as pessoas de mais de 10 anos de idade morando no Brasil tinham, em média, 6,2 anos de estudo. Estatisticamente, o brasileiro não estuda, e quem não estuda não lê. Não me leve a mal: sou totalmente a favor de livros mais baratos nas nossas prateleiras e de iniciativas como bibliotecas nos metrôs ou máquinas para vender livros. Todo esforço ajuda, e cada um faz o que pode. Mas não vai ser assim que vamos nos tornar um país de leitores. O que realmente precisamos fazer é a revolução educacional que aconteceu nos Estados Unidos e na Europa cinqüenta anos atrás, e em muitos países asiáticos pouco depois disso. É aumentando o público potencial da literatura que o público real vai aumentar.

Leia o artigo na íntegra

II Congresso Internacional de Pedagogia Social - Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

Monday, February 18th, 2008

O II Congresso Internacional de Pedagogia Social ocorrerá nos dias 16, 17, 18 e 19 de abril de 2008 na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

Com a participação de especialistas, profissionais e pesquisadores de âmbito nacional e internacional, o Congresso pretende ser mais um marco na discussão da Pedagogia Social, especialmente quanto à regulamentação da profissão.

Programa, inscrições, pagamento de taxas e apresentação de trabalhos:
http://pedagogiasocial.incubadora.fapesp.br/portal

As inscrições podem ser feitas pela internet até o dia 29 de fevereiro (para quem apresenta trabalhos) ou até 15 de abril (para quem não apresenta).

 

A Pedagogia Social é uma realidade em várias partes do mundo como campo de formação, de pesquisa e trabalho, inclusive como profissão regulamentada. Sem conflitar com a Pedagogia Escolar, o Serviço Social e a Psicologia, a Pedagogia Social pode ser oferecida como curso de graduação e especialização para profissionais de qualquer área de formação.

Entendemos a Pedagogia Social como um projeto de sociedade, na qual todos os espaços e todas as relações sejam essencialmente pedagógicas. Tendo como matriz teórica a Alemanha, mas assumindo diferentes configurações nos países da Europa, América Latina e África onde foi implantada, a Pedagogia Social tem como matriz curricular as práticas de educação não-formal e neste sentido, tanto podem complementar a Educação formal quanto constituir-se em ferramenta de trabalho para ONGs, projetos e programas sociais. Educação Ambiental, Educação Rural, Educação no Campo, Educação em Saúde, Educação em Direitos Humanos, Educação em Valores, Educação Sexual e tantas outras expressões da Educação não escolar são por nós entendidas como práticas de Pedagogia Social. Os trabalhadores destas áreas precisam, entretanto, de formação pedagógica, assim como profissionais graduados de tantas outras áreas podem fazer complementação pedagógica em Pedagogia Social para melhor entender a dimensão social dos problemas jurídicos, políticos e econômicos que afetam nossa população e nosso país.

Nossa missão é instituir a Pedagogia Social como curso de graduação regular e a nossa visão de futuro é elevar a Pedagogia Social à categoria de uma profissão regulamentada no Brasil, como forma de dar condição digna de trabalho a milhares de educadores que trabalham com Educação não-formal no Brasil, especialmente nas ONGs, projetos e programas sociais.

Estes são, em síntese, os objetivos dos Congressos Internacionais de Pedagogia Social, realizados na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

Fonte: Portal Pedagogia Social

Biblioteca pública pode ser obrigatória em cidade pequena

Tuesday, February 12th, 2008

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2033/07, do deputado Clóvis Fecury (DEM-MA), que torna obrigatória a instalação de bibliotecas, com acervo mínimo de 2 mil exemplares, em todos os municípios com população igual ou superior a 100 mil habitantes. O objetivo é ampliar o acesso da população das cidades pequenas a acervo bibliográfico variado.

Para o deputado, a universalização do acesso ao livro e à leitura “é componente essencial para a construção de uma sociedade mais justa e democrática”. Em sua avaliação, o acesso ao livro deve ser prioridade no âmbito das políticas educacionais: “Atualmente, esse acesso é quase impossível diante dos altos preços das publicações e da falta de bibliotecas públicas bem equipadas e com acervo suficiente”.

Política Nacional do Livro

O texto altera a Lei 10.753/03, que institui a Política Nacional do Livro. Segundo o deputado, essa lei é um importante instrumento de incentivo à leitura, mas precisa ser modificada para atender as demandas das cidades menores. Uma das diretrizes da política é ampliar os pontos de leitura no País. A lei define como responsabilidade do Poder Executivo criar e executar projetos de acesso ao livro e de incentivo à leitura, além de ampliar os já existentes.

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