Indicação da semana: HISTÓRIA DA IMPRENSA NO BRASIL
Powered by MaxBlogPress  

Archive for the ‘historia’ Category

Dom Helder Camara: o profeta da paz

Monday, November 10th, 2008

CAPA DOM HELDER CAMARA_EMAIL O ano de 2009 marca o centenário de nascimento de dom Helder Camara, talvez a figura mais brilhante e polêmica que a Igreja brasileira já produziu.

Quem foi dom Helder Camara? Líder político nato, como acham alguns, mensageiro da paz, como dizem outros? Figura carismática e controversa, autor da célebre frase “Se eu dou comida a um pobre, me chamam de santo, mas se eu pergunto por que ele é pobre, me chamam de comunista”, o arcebispo foi perseguido pelo regime militar após o golpe de 1964 por sua intransigente defesa de presos políticos. Foi nesse período que teve a candidatura ao prêmio Nobel da Paz inviabilizada e quando notícias a seu respeito foram proibidas na imprensa. Além disso, sua pregação libertária resultou em choques de filosofia com o Vaticano. Contudo, hoje é candidato a santo da mesma Igreja.

Nascido em Fortaleza, em 1909, numa família influente, Helder Pessoa Camara ordenou-se sacerdote em 1931. Após abandonar a vinculação ao integralismo, foi o reestruturador do movimento Ação Católica Brasileira e articulador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que ajudou a fundar em 1952, ano em que se sagrou bispo. Em 1959, fundou o Banco da Previdência, cuja atuação desenvolveu-se especificamente na faixa da miséria.

Fruto de intensas pesquisas, numerosas entrevistas e análise objetiva de uma documentação farta e inédita, Dom Helder Camara: o profeta da paz é um livro denso e revelador.

Considerando os aspectos heróicos e as vicissitudes humanas de uma personalidade que se tornou referência mundial, a obra também contribui com o estabelecimento de alguns aspectos da relação entre a Igreja Católica e o regime autoritário pós-1964, revelando ao leitor informações conhecidas somente nas cúpulas do Estado e da Igreja.

Para adquirir o livro, clique:
http://editoracontexto.com.br/livro.php?livro_id=430

História da humanidade contada pelos vírus - Stefan Cunha Ujvari

Tuesday, October 14th, 2008

CAPA HISTORIA DA HUMANIDADE_WEB “O século do genoma”. Talvez assim venha a ser conhecido no futuro o século XXI. Direta ou indiretamente, o estudo do dna está a nossa volta. Até programas populares de tv utilizam-se dele para alavancar sua audiência…

Este livro aborda os avanços no entendimento do dna ou rna dos microrganismos causadores de doença ao homem. Essa nova ciência alia-se à Arqueologia para esclarecer parte da história da humanidade. Mais ainda, a obra revela como vírus e bactérias têm sido protagonistas centrais, não meros coadjuvantes, do processo histórico. Capazes mesmo de “narrar” a História.

Os cientistas já são capazes de resgatar vírus que infectaram animais ancestrais e que contribuíram para o surgimento dos animais placentários, inclusive o próprio homem. Nosso dna contém suas pegadas. Identificamos as infecções que acometeram desde hominíneos ancestrais até o homem moderno, desde nossa separação dos macacos até as doenças adquiridas na África, inclusive a tuberculose – companheira eterna do homem.

Os microrganismos mostram a trajetória seguida pelo homem desde nossa saída do solo africano. Acusam também quais hominíneos o homem moderno pode ter encontrado pelo planeta (afinal, convivemos com o Homo erectus?). Revelam ainda nossa provável rota de entrada na América, a época em que iniciamos o uso de roupas etc. Sítios arqueológicos mostram, agora, a presença de dna ou rna de microrganismos e revelam parte do caos instaurado por esses agentes microscópicos.

O material genético dos microrganismos escondia parte da história da migração de animais, bem como a humana. Agora, começa a mostrar a globalização antiga e contínua dos germes, revela a história geográfica do planeta e a origem de muitas doenças humanas. Por meio do dna e rna desses germes podemos saber quando e como as epidemias atuais (como a dengue, tuberculose, aids, “gripe do frango”, ebola, hepatite etc.) iniciaram-se de maneira lenta e silenciosa anos e décadas atrás e de que forma elas condicionaram a existência humana, dizimando populações, estimulando conflitos, infectando combatentes, promovendo êxodos, propiciando miscigenação, fortalecendo ou enfraquecendo povos.

Um livro que traz a genética definitivamente para a área de ciências do homem. E que mostra que nunca mais se poderá fazer História como se fazia antes.

O editor

* * *

Nota do autor

Um último comentário antes de seguirmos os passos dos microorganismos. O objetivo principal deste livro é documentar como o estudo genético revela a origem e história das doenças infecciosas. Escrevi da maneira mais simples possível para que a leitura fosse agradável, e não cansativa. O termo “material genético”, usado na comparação de agentes infecciosos, refere-se a algum fragmento de dna ou rna contido no microrganismo em questão que pode ser usado para a comparação. Da mesma forma que ao relatar que o dna ou rna de um determinado agente se assemelha a outro, quero explicar que são fragmentos que foram comparados. A mensagem transmitida permanece a mesma e maiores detalhes são encontrados nas notas. Utilizo o termo hominíneo para me referir aos ancestrais diretos do homem moderno já extintos, que surgiram do animal ancestral comum ao homem e chipanzé e que adquiriram a posição ereta e bipedalismo. Outras denominações já foram usadas no passado, mas esse é o termo preferido atualmente.

(Apresentação da obra História da humanidade contada pelos vírus)

Sai o resultado do Prêmio Jabuti 2008 - Estamos entre os vencedores com o livro “Os japoneses”

Wednesday, September 24th, 2008

Foi com muita alegria que recebemos a notícia de que estamos entre os vencedores da 50ª edição do Prêmio Jabuti, na categoria “Melhor livro de Ciências Humanas”, com o livro Os japoneses – escrito por Célia Sakurai. Ficamos em segundo lugar na categoria.

Aproveitamos o momento para parabenizar toda equipe da Editora Contexto por essa conquista, fruto do trabalho intenso e cuidadoso de cada um. Parabéns!

O roubo da história - Jack Goody

Monday, September 8th, 2008

Se o Ocidente tivesse levado a sério Jack Goody, teria entendido melhor o desenvolvimento supostamente inexplicável da China, assim como o surgimento dos “tigres asiáticos” e do próprio “milagre japonês”. O mundo não se resume à Europa e aos países de colonização européia. Óbvio? Talvez. Mas o fato é que nunca houve um livro como este.

Pesquisador cuidadoso, dono de erudição extraordinária, acumulada em seus quase 90 anos de vida, Goody tem uma obra variada e muito respeitada. Transita por temas tão distintos como a família, o feminismo, a cozinha, a cultura das flores, o contraste entre a cultura ocidental e oriental, e até o impacto da escrita em diferentes sociedades. Seu livro O roubo da história, que acaba de sair na Inglaterra e que apresentamos ao leitor brasileiro, é uma espécie de síntese e revisão de suas pesquisas e pensamento. Aqui ele critica aquilo que considera um viés ocidentalizado e etnocêntrico, difundido pela historiografia ocidental, e o conseqüente “roubo”, perpetrado pelo Ocidente, das conquistas das outras culturas. Goody não discute apenas invenções como pólvora, bússola, papel ou macarrão, mas também valores como democracia, capitalismo, individualismo e até amor. Para ele, nós, ocidentais, nos apropriamos de tudo, sem nenhum pudor. Sem dar o devido crédito.

Não reconhecer as qualidades do outro é o melhor caminho para não se dar conta do potencial dele. E Goody analisa que certo desprezo pelo Oriente pode ainda custar muito caro ao mundo ocidental. Assim, ele acusa teóricos fundamentais, como Marx, Weber, Norbert Elias, e questiona enfaticamente Braudel, Finley e Anderson por esconderem conquistas do Oriente e mesmo por se apropriarem delas em seus escritos. Arrasa os medievalistas que querem transformar um período violento, repressivo, dogmático e sem muita criatividade (a Idade Média) em algo simpático e palatável, só por ser, supostamente, a época da criação da Europa. E mostra que, ao menos em termos de capitalismo mercantil, o Oriente tem sido, ao longo da História, bem mais desenvolvido do que o Ocidente.

Claro que suas conclusões são polêmicas. Mas atenção: este livro não é um simples ensaio, um trabalho apenas opinativo. Considerado um dos mais importantes cientistas sociais do mundo, Goody tem uma obra sólida, consistente, plena de informações e de comparações, reconhecida por colegas como Eric Hobsbawm, com quem estudou e trabalhou. Neste livro recorre a pesquisas feitas na Ásia e na África (muitas realizadas por ele mesmo) para dar peso às suas teses. Assim, mesmo que se venha a discordar de alguns de seus pontos de vista, ou conclusões, temos muito a aprender com ele, principalmente como entender o mundo globalizado – e não sob uma ótica puramente econômica. Mais que um grande intelectual, Jack Goody é um verdadeiro cidadão planetário. E neste livro, apaixonado e apaixonante, abre uma janela para aqueles que querem descortinar o mundo.

Para saber mais sobre o livro e adquiri-lo, clique aqui.

História da paz - Demétrio Magnoli, Fernando Gabeira, William Waack e muitos outros

Friday, May 16th, 2008

Depois do sucesso de História das guerras, conheça os tratados que edificaram a ordem internacional de uma época ou inscreveram em pedra os conceitos perenes da “lei das nações”

 

Sempre houve pessoas empenhadas em evitar guerras, prevenir situações de conflito, preservar a natureza e evitar a proliferação de artefatos nucleares. Mas será que, ainda assim, a insanidade dos homens conduzirá o planeta à sua destruição por conta de guerras nucleares e desequilíbrio ecológico? Será que temos feito esforços adequados para manter a paz entre nações e a habitabilidade deste nosso abrigo comum?

O sociólogo Demétrio Magnoli, reuniu uma armada poderosíssima para contar a História da paz, lançamento da Editora Contexto. Nessa legião da paz tem jornalista, historiadores, ex-ministro das Relações Internacionais, doutor em Economia, diplomata, coronel de Estado-Maior, embaixador, doutora em Relações Internacionais e em Ciência Política. Todos grandes especialistas em suas áreas.

“Evidentemente, ninguém imagina que basta todos vestirem branco e se dar as mãos para que a paz universal envolva pessoas e animais, montanhas e oceanos”, comenta Magnoli. Para ele a paz é muitas vezes resultado de acordos diplomáticos entre líderes. Em História da paz, os tratados que edificaram a ordem internacional de uma época ou até mesmo registraram de forma duradoura os conceitos e leis de nações, são destrinchados e analisados pelos autores, desde o século IV até os nossos dias.

Por vezes, esses arranjos resultam de divisão de butins. Por vezes, são feitos para humilhar os perdedores. Nem sempre satisfazem a todos. Podem até conter, nos seus termos, indícios de uma nova guerra. Alguns emanaram de guerras gerais e implantaram uma ordem nova. Outros definiram a natureza, o conteúdo e os limites do poder de impérios e grandes potências. Os ecos de todos eles continuam a repercutir entre nós.

História da paz estabelece, de certa forma, um diálogo com História das guerras, também organizado pelo Demétrio Magnoli e recentemente publicado. Em meio a guerras e situações de conflito, a paz pode surgir como fruto de conquistas, de esforços diplomáticos, conciliação entre poderosos e acordos entre iguais e desiguais.

História do café - a história do Coffea arabica

Wednesday, April 9th, 2008

livro_historia_cafe Quando o simples criador de cabras lá no Oriente observou que um dos seus animais ficara eufórico após comer o fruto do café, não imaginava que a partir dali nasceria uma das bebidas mais consumidas no mundo. Seu alcance foi realmente além da imaginação. Traçou o perfil e a história de muitos países que se desenvolveram à sua sombra, vincando-lhes a sociedade e a cultura. Essa identificação imediata pode ser medida no Brasil, até hoje o maior produtor mundial de café.

O livro História do café, escrito pela historiadora do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), Ana Luiza Martins, faz um traçado do que o café representou e representa econômica, cultural e socialmente. Sobretudo no Brasil.

A autora conta como as safras generosas, nascidas dos cafezais brasileiros, sustentaram o Império, fizeram a República e hoje geram divisas significativas para a economia do país. Sua competitividade atinge novos patamares, com excelência de sabor, aroma e corpo – os três itens básicos para a classificação e a apreciação da bebida.

O livro História do café ultrapassa os aspectos agronômicos ou mesmo iconográficos. Transformar o café em bebida deliciosa sempre implicou longo e, por vezes, penoso processo, até que o produto chegasse ao destino final, para ser apreciado e disputado nas mesas do mundo. “Plantar, colher, beneficiar, despachar e comercializar o grão aromático são tarefas complexas que precedem seu consumo, etapas que não são de pouca monta”, relata a escritora.

Devida essa vasta abordagem do tema, que se confunde com a própria História do Brasil, a autora colocou quatro partes distintas e primordiais para o entendimento da importância do café. Na primeira, o livro fala das origens na África, seu avanço no Oriente e a chegada no Brasil. Na segunda, volta-se para a sua difusão no Brasil e a sua preponderância na construção do Império. Na terceira, o produto divide a República em dois momentos: antes e depois da crise de 1929. Na quarta parte, Ana Luiza Martins analisa o avanço contemporâneo das plantações de café e as práticas que vêm definindo seu uso, manejo e consumo no novo milênio.

Das floradas brancas dos cafezais, passando pela colheita da cereja vermelha e pelo ensacamento do grão classificado, até se verter o saboroso líquido negro negociado internacionalmente, esse fruto exótico, em sua origem, tem desencadeado intensa mobilização de homens, máquinas, economias, sociedades e políticas, definindo parte dos destinos do mundo. O café abriu estradas rodoviárias e ferroviárias, como uma onda verde invadiu sertões e marcou a Era Vargas em momentos distintos. Nas reuniões diplomáticas, o café era o assunto e a bebida principal.

“Não há exagero nesse registro”, alerta a autora. Desde sua descoberta, a Coffea arabica traçou novas rotas comerciais, aproximou países distantes, criou espaços de sociabilidades até então inexistentes, estimulou movimentos revolucionários, inspirou a literatura e a música, desafiou monopólios consagrados, mobilizou trabalhadores a serviço da Revolução Industrial, tornou-se o elixir do mundo moderno, consolidando as cafeterias como referências internacionais de convívio, debate e lazer.

Para finalizar, um conselho da autora: tome um cafezinho antes de iniciar o livro. “Ele tem o condão de reavivar o espírito, ajudar a memória, tornar maior seu prazer”.

Livro: Escrever melhor: guia para passar os textos a limpo

Thursday, April 3rd, 2008

escrever_melhor A pergunta que não quer calar: “É possível transformar um texto comum numa escrita sedutora, gostosa de ler?”. Segundo as jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, é possível sim. Mas elas alertam que “escrever exige 10% de inspiração e 90% de transpiração”. Escrever é trabalho árduo. Textos são cortados, aumentados, transformados, virados pelo avesso, amassados, condensados. “O texto só brilha depois de muito apanhar”, explicam as autoras do Escrever melhor: guia para passar os textos a limpo.

Dad e Arlete apontam os defeitos mais comuns e indicam como escapar das armadilhas da língua portuguesa. Muitos profissionais que usam a escrita no dia-a-dia lêem, relêem e reescrevem dissertações, reportagens, teses, petições e documentos. Essas mensagens precisam chegar às mãos dos chefes, colegas e clientes com correção, clareza e objetividade.

Como fazer isso? Sem problemas! Dad e Arlete dão um tiro de misericórdia nos problemas da escrita e mostram o caminho das pedras para que o leitor dê um pontapé inicial para produzir um excelente texto. “Ah, essas são expressões que caíram na boca do povo e se vulgarizaram”, comentam arrepiadas sobre clichês, como esses sublinhados na frase anterior. Essas e outras expressões estão no capítulo “Palavra perfeita”, no qual as autoras também apontam redundâncias e jargões corporativas.

O livro é um guia prático, apresentado como um roteiro de elementos lógicos, estilísticos e gramaticais. Ele ensina como passar a limpo, o momento de cortar, ajustar, mudar, adaptar, transformar, socar e chacoalhar o texto. Escrever melhor: guia para passar os textos a limpo divide-se em três partes.

Na primeira delas o leitor encontrará os problemas mais comuns e as suas soluções. Entre os recursos de edição estão desde a substituição de locuções por apenas um termo até a organização dos parágrafos.

A segunda parte destaca a pontuação, importante ferramenta para tornar a frase objetiva e clara. Uma das dicas é deixá-la mais curta com o uso de pontos. Verbos e pronomes, dois temas cheios de manhas, também recebem especial atenção.

Por fim, vêm as tais “ciladas da língua” capazes de nocautear até renomados autores. Dad e Arlete explicam o caso da crase, por exemplo, “que não foi feita pra humilhar ninguém, mas responde por mil trapalhadas”. Ao final são sugeridos modelos editados segundo as técnicas apresentadas nos capítulos do livro.

Escolas passarão a ter aulas de história e cultura afro-brasileira e indígena

Friday, March 14th, 2008

Os alunos do ensino fundamental e médio das escolas públicas e particulares do país passarão a ter aulas de história e cultura afro-brasileira e indígena.

A lei, que oficializa a nova disciplina, foi sancionada nesta terça-feira (11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a vigorar a partir de hoje, com a publicação no Diário Oficial da União. Mas, segundo o MEC (Ministério da Educação ), a implementação nas instituições de ensino depende do desenvolvimento do material didático e da formação de professores para ministrar a nova matéria.

A legislação anterior previa a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira. De acordo com o MEC, a proposta sancionada é também destacar a contribuição dos índios na formação social, econômica e política brasileira.

História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas - Lei completa cinco anos

Monday, March 3rd, 2008

historia_cultura_afro_brasi 
Fragmento da capa do livro “História e Cultura Afro-Brasileira“, publicado pela Editora Contexto

 

A Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de História da Cultura Africana nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio fez cinco anos em janeiro de 2008. A coordenadora-geral de Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Leonor de Araújo, afirma, entretanto, que muitos professores, diretores de escolas, pedagogos e a população, de maneira geral, não conhecem a lei.

“Não podemos continuar com uma escola que tem como referência teórica apenas uma cultura de formação do povo brasileiro, que é a cultura branca européia. Precisamos referendar também os alunos que têm outras matrizes étnico-raciais na sua formação”, disse a professora.

Na semana passada, o grupo de trabalho da Secad que trata do assunto reuniu-se para definir as ações que serão implementadas a partir do próximo ano até 2010. Segundo a professora, haverá seminários regionais e um encontro nacional, e será elaborado um documento que deve servir de referencial para o programa de ampliação e de implementação da lei. Também deverá sair um decreto para dizer qual é a obrigação do governo federal com a institucionalização da Lei 10.639, acrescentou Leonor.

Na opinião da professora, a lei vem sendo implementada no país de maneira bem eventual. “Chegamos à conclusão de que, para que a implementação da lei seja realmente efetiva na rede básica, precisamos de uma orquestração nacional.”

Ela informou que, atualmente, existem apenas ações do MEC, como programas de formação de professores, já com 15 mil formados, e produção de material didático em pequena escala sobre o tema. “Nossa meta é formar pelo menos 150 mil professores por ano para chegar a 2010 com a média de 400 mil professores formados. Assim pretendemos que toda rede básica de educação de ensino fundamental e médio esteja implementando a lei.”

A Lei 10.639, de 2003, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1966. “Se a lei não for cumprida, é como se você não estivesse cumprindo a LDB. Por isso, a escola pode ser notificada e até fechada”, disse a coordenadora.

“O que nós queremos é combater o racismo e fazer com que haja mais respeito à diversidade, aos que são considerados diferentes, que sejam apenas diferentes, que eles não sejam desiguais. Então, precisamos trabalhar essa perspectiva nas três ações principais: formação dos professores, produção do material didático e sensibilização dos gestores da educação.”

[via Agência Brasil]

Livro - História e Cultura Afro-Brasileira

Monday, March 3rd, 2008

historia_cultura_afro_brasileiraEm janeiro de 2003 entrou em vigor a Lei nº 10.639, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.

Com apenas três artigos, a Lei determina que as escolas de ensino fundamental e médio, das redes pública e particular de todo o país, incluam no currículo a temática da cultura e história afro-brasileiras; indica as principais disciplinas que sofrerão modificações (História, Língua Portuguesa e Educação Artística) e institui no calendário oficial das escolas como Dia Nacional da Consciência Negra, o dia 20 de novembro.

Buscando resgatar essa importante história de nosso país, recentemente a Editora Contexto lançou o livro História e Cultura Afro-Brasileira, escrito pela autora Regiane Augusto de Mattos.

Para obter mais informações sobre o livro, ler a apresentação e o sumário da obra, basta clicar na capa do livro acima.