A História x Cleópatra

Conheça “Cleópatra: como a última rainha do Egito perdeu a guerra, o trono e a vida e se tornou um dos maiores mitos da História.”

Dos primeiros três mil anos de existência do Egito, a partir da fixação das tribos originais às margens do rio Nilo até a anexação pelo Império Romano, Cleópatra reinou durante apenas vinte. Ela poderia ser um pontinho na história da humanidade. Então, por que Cleópatra? Porque esses vinte anos se passaram durante um dos períodos mais relevantes da História – a consolidação de Roma como poder hegemônico e a ascensão de Otávio Augusto César como seu primeiro imperador. Cleópatra foi testemunha e protagonista dessa virada.

A biografia de Cleópatra se confunde com as histórias do Egito e de Roma na Antiguidade. Por isso, ao contar a vida da última rainha egípcia, pode-se descrever também o panorama político, cultural e econômico de sua época. São informações fundamentais para se compreender as razões e motivações de Cleópatra durante seu reinado. Mesmos os romances com os comandantes romanos Júlio César e Marco Antônio, que a tornaram popular no Ocidente, são apresentados sob a luz das transformações políticas daquele momento.


Cleópatra VII foi a última da dinastia ptolemaica, uma família greco-macedônica que governou o Egito depois de ter sido conquistado por Alexandre, o Grande. Governava em Alexandria em conjunto com o seu irmão  – com quem também era casada – até ele a ter exilado.

Mas o que tudo isso tem a ver com Roma? Há muito que o Egito era um estado cliente romano e o pai de Cleópatra contraíra grandes dívidas com a República. Depois de ser derrotado por Júlio César na guerra civil de Roma, o general Pompeu procurou refúgio no Egito, mas foi executado pelo irmão de Cleópatra. Júlio César considerou indecoroso aquele homicídio e exigiu o reembolso da dívida do Egito. Ele podia ter anexado o Egito, mas Cleópatra o convenceu a repô-la no trono.

Dizia-se que ela era bastante convincente, uma mulher fascinante: comandou exércitos aos 21 anos, falava diversas línguas e fora educada numa cidade com a melhor biblioteca do mundo e com alguns dos maiores eruditos da época.

Confira o resto da história no vídeo abaixo, feito por Alex Gendler (é possível ativar legendas em português):

(Caso o vídeo não apareça, veja diretamente no Youtube)

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